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Maíra Bühler

 


Formada em antropologia começou sua carreira cinematográfica em 2004 como assistente de roteiro para o filme “O Ano em que meus pais saíram de férias” dirigido por Cao Hamburger. Em 2007 ganha destaque na direção do filme “Elevado 3.5”que ganhou melhor filme no festival É Tudo Verdade. A parceria com Cao continua em 2008 no filme “Xingu” como coordenadora de pesquisa. Em 2011 dirigiu “Ela Sonhou que Eu Morri” que a rendeu dois prêmios de melhor direção, no Festival de Paulínia e no Festival de Viña del Mar. Seu último filme “A Vida Privada dos Elefantes” em parceria com Matias Mariani estreou em 2015. Também é diretora do Laboratório de Histórias, em São Paulo.

 


*Texto por Carol Lach
 

A vida privada dos hipopótamos

Diretor: Maíra Bühler, Matias Mariani
Duração: 1h 32m
Ano: 7 de maio de 2015
País: (Brasil)
Elenco: Chris Kirk
Produção: Matias Mariani
Roteiro: Maíra Bühler, Matias Mariani
Montagem: Luisa Marques

Gênero: biográfico/Aventura

Sinopse: Um técnico de informática americano e entediado se muda para a Colômbia para conhecer os hipopótamos que Pablo Escobar deixou de legado. Lá ele conhece uma bela mulher, filha de um japonês, e uma colombiana, por quem se apaixona profundamente. Os dois começam um relacionamento diferente de tudo que já viveram, mas ele lida com uma pessoa repleta de contradições. O que seria facilmente a trama de um filme de ficção é a história de Christopher Kirk, preso em 2009 no Brasil por tráfico internacional de drogas. Uma história que ele conta obsessivamente e que pode ter a ver, ou não, com sua prisão.

 

Elevado 3.5 (2007) - doc

Direção: João Sodré, Maíra Bühler e Paulo Pastorelo
Pesquisa/roteiro: João Sodré, Maíra Bühler e Paulo Pastorelo
Produção: João Sodré, Maíra Bühler, Paulo Pastorelo e Matias Mariani
Diretor de Fotografia: Lula Carvalho
Trilha Sonora: Guilherme Garbato e Eduardo Nazarian
Som direto: Paulo Seabra
Edição: Gustavo Ribeiro
Mixagem: Daniel Pompeu e Eduardo Hamerschlak
Edição de som: Daniel Pompeu e Eduardo Hamerschlak

Sinopse: Do nível da rua ao último andar, o espectador é conduzido por diferentes pontos de vista. Por cima e por baixo da via, à sombra ou nos fios de luz que desenham uma cidade recortada, o filme se desenrola por meio do mergulho nas histórias dos personagens. A memória do alfaiate, do pedreiro, do comerciante, das filhas do imigrante italiano ou da cantora, cede espaço para imagens de arquivo. As palavras da cabeleireira transexual, do senhor “diplomado na escola da vida”, o canto de uma pessoa solitária, inserem novamente o espectador no presente. Tempos se entrecruzam. Outros personagens aparecem. Pessoas que estão ali por opção ou não, há muito ou pouco tempo, de diferentes idades e origens. O Elevado provoca e converge os olhares: de janela para janela, do segundo andar para a via expressa, do carro para dentro do apartamento, do ônibus para o comércio, do comerciante para o transeunte, da cobertura para a paisagem.